
Sentindo na Pele
A arte de transformar cicatrizes em propósito
Autobiografia / memórias · 1ª edição, 2026 · ISBN 978-65-01-72485-0
Nas ruas de Velame, no interior da Bahia, um menino de pernas fracas recolhia cacos de giz no lixo da escola onde a mãe trabalhava como servente. Antes de aprender a ler, aprendeu a ver o mundo pelo avesso — literal e literalmente: só conseguia ler com o livro de cabeça para baixo. Décadas depois, aquele menino se tornaria engenheiro, DJ, professor e um dos tatuadores mais premiados do país. Entre um ponto e outro, houve fome, um padrasto alcoolizado, um apelido humilhante gritado na feira, um casamento destruído, uma tentativa de suicídio, a perda da mulher amada num acidente e três diagnósticos de câncer. ‘Sentindo na Pele’ não é um livro de superação no sentido de mercado: é um livro de exposição. Guga não esconde as marcas — ele as coloca na mesa, uma a uma, e mostra o que fez com elas.
“Eu tenho câncer, mas o câncer nunca me teve.”
Por que ler
É raro encontrar uma autobiografia que não tente se salvar. Guga Scarpatti escreve sem verniz: a fome é fome, o tiro no quintal é tiro, a corda no galinheiro abandonado é corda. O que sustenta a leitura não é o drama — é a inteligência com que ele conecta a própria dor à mecânica do trabalho manual. O homem que aprendeu a ler virando o livro de cabeça para baixo se tornou o homem que aprendeu a virar a pele de cabeça para baixo. A escrita tem ritmo de romance e honestidade de prontuário. Um dos relatos mais corajosos publicados no Brasil em anos.
- Infância no sertão
- Fome e pobreza
- Paternidade ausente
- Preconceito e apelidos
- Saúde mental
- Câncer
- Tatuagem como cura
- Fé e perdão
Leitor ideal: Quem leu “O Demônio do Meio-Dia” e “A Coragem de Ser Imperfeito”; quem trabalha com arte, saúde ou educação; quem precisa de uma história de recomeço sem fórmulas.


